Textos para a Categoria ‘Humor’

Porque os pobres são cada vez mais feios e os ricos cada vez mais bonitos

Por Declev Dib-Ferreira em 18/11/2007

 Estudo da seleção sócio-natural na espécie humana 

Feio e bonito, horroroso e lindo são conceitos relativos, isto é, não são absolutos (lógico). O que para mim é bonito, não será necessariamente para todas as outras pessoas. Alguém que eu ache feio você mesmo poderá achar bonito, lindo, sei lá; afinal “a beleza está nos olhos de quem vê” e “quem ama o feio bonito lhe parece”. Nós, seres humanos, utilizamos também outros critérios para caracterizar nossos semelhantes, como a inteligência, o charme, a elegância, a simpatia, o nível social, entre outros. Nós damos maior ou menor valor a essas características, de acordo com nossos próprios valores, sendo essas virtudes pessoais realmente importantes.


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    Entrevista com o louco

    Por Declev Dib-Ferreira em 04/11/2007

    Hãn? Meu nome? Não sei… não lembro mais…

    Hãn? Minha casa? É… o hospício não é tão ruim. Aqui me sinto protegido; é sossegado, tirando os berros casuais de alguns colegas.

    Hãn? Sim, sim, sou bem tratado.

    Hãn? Visitas? De vez em quando recebemos as visitas de algum anjo. No gramado há alguns unicórnios e duendes, mas não são todos que conseguem vê-los.

    Hãn? Solidão? Não, não… eu tenho um bichinho de estimação, o Gotchgotch. Ele não é daqui, é de outro planeta; caiu aqui no terreno numa cápsula espacial.

    Hãn? Ele come ramiscabrini com molho menesquênsis.

    Hãn? Quando cheguei aqui? Há alguns milênios, acho…

    Hãn? Porquê vim para cá? Não sei, acho que me achavam normal demais para ficar no mundo louco lá de fora.

    Hãn? As últimas coisas de que me lembro antes de vir prá cá? Não me lembro de muitas coisas não… lembro de uma mulher… e lembro de que eu falei um dia: “nem que seja a última coisa que eu faça, eu ainda vou compreender essa mulher!”…

    ——————————————————————————————

    Na mesma linha:

    a) http://www.fiapodejaca.com.br/2007/11/03/a-entrevista/

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    Rato morto

    Por Declev Dib-Ferreira em 27/10/2007

    Sei que esta imagem é muito forte para nós, que gostamos da tecnologia e do computador. Internautas, preparem-se!! Mas a missão de quem ama a fotografia e as artes em geral é esta: mostrar a realidade. Vejam as fotos de um rato morto que tirei numa cooperativa de catadores de materiais reciclados…                   

                                                 

    Rato morto

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    Como conquistar uma mulher

    Por Declev Dib-Ferreira em 18/10/2007

    Após 34 anos de profundas análises, pesquisas, perguntas, experiências próprias, filmes assistidos e outras formas de recolher as mais variadas e confiáveis informações, acho que talvez, quem sabe, quiçá eu tenha entendido como agradar e conquistar uma mulher – e para sempre!

    Afinal, nada pode ser mais simples que a alma feminina…

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    O Concurso

    Por Declev Dib-Ferreira em 18/10/2007

    Ele leu sobre o concurso em um jornal. Estavam dando bastante destaque, começou a sair até na televisão. Foi pela pindaíba que estava passando que resolveu se inscrever.
    - Ô Zé, cê tá lôco??? - perguntou estupefato um amigo - se inscrever no concurso de bunda substituta num grupo de pagode???
    - É a crise né?, tenho que tentar de tudo - se limitou a dizer.
    Foi fazer a inscrição. A bunda (ops!), a moça que estava recebendo as fichas das candidatas quase teve um troço:
    - Sr. José… o senhor não pode se inscrever!
    - E porque não?
    - O concurso é para escolher a bunda mais bonita que dança mais gostoso para fazer parte do grupo!
    - Eu sei… mas, em primeiro lugar, considero que tenho uma bunda bonita e, depois, dançar eu já tenho prática: dancei no emprego, dancei na poupança, dancei no casamento… e o regulamento não diz que homens não podem se inscrever!
    - É mesmo…
    Conseguiu se inscrever.
    Ele tinha muitos pêlos nas pernas e bunda, é verdade, mas resolveu que não iria raspar, só clarear com água oxigenada - É para dar charme - disse. Difícil foi achar uma roupa que coubesse…
    No dia da primeira eliminatória surpreendentemente ele arrasou! Ficou entre as vinte finalistas, dançou e rebolou como nenhuma outra. Na finalíssima foi mais arrasante ainda. Não teve para ninguém! Só viram a bunda dele. Conquistou o primeiro lugar. Quebrou um paradigma e saiu do palco chorando.
    No dia seguinte, como era de se esperar, saíram fotos suas (do traseiro, diga-se) em todos os jornais e revistas do país. Ficou famoso. Manchetes: “O Homem da Bunda mais Bonita do Brasil!â€, “O Sucessor!â€, “A Bunda que venceu! 
    Aí começaram os reveses. Começaram a falar mal dele, dizendo que era burro, que não havia mais nada na cabeça além da bunda, colocaram frases mentirosas em sua boca, coisas horrorosas que só a imprensa e o povo unidos jamais serão vencidos são capazes de fazer. Começaram muitas mulheres a fazerem propostas indecentes, maliciosas, oferecendo dinheiro para irem com ele para cama, ligações anônimas no meio da noite com mulheres falando barbaridades obscenas… Não teve mais sossego!
    Até que não agüentou. Não seguiu a carreira artística. Desistiu.
    Não queria ser conhecido como apenas mais uma bundinha bonita da Música Popular Brasileira.

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    Como fazer letras de músicas

    Por Declev Dib-Ferreira em 16/10/2007

    Bom… sei lá né?, tem tanto letrista por aí ganhando dinheiro, que resolvi fazer também…

    Se alguém souber de alguém que possa me indicar alguém que tem alguma banda e queira musicar minhas letras, é só me avisar.

    Estou tentando vários ramos musicais. Nada de MPB, lógico, que isso não dá dinheiro. Não que eu seja mercenário, mas também tenho minhas contas, né? Afinal, não tive bolsa no mestrado!

    Se alguém achar as letras muito difíceis, pode pedir que mando uma explicação.

    Abaixo dos títulos tem o ritmo em que elas devem ser musicadas.

    Aviso que a terceira, como deve ser, é meio pornográfica, senão não iria fazer sucesso. Quem se ressente, não leia…

    Divirtam-se!

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    Leila

    Por Declev Dib-Ferreira em 16/10/2007

    Ele parecia se divertir com aquilo. Sempre que tinha uma oportunidade não vacilava: tirava o vestido do armário, punha aquela velha peruca de guerra e lá ia ele. No princípio precisava beber. Não tinha coragem de sair de cara limpa. Depois, às vezes nem bebia. Se divertia até se acabar. Mexia com todos os homens. Dava beijinhos, pulava em cima dos carros, metia a cabeça nas janelas, desmunhecava a valer. No final da farra ficava jogado num canto entre farrapos de vestido, a velha peruca e vômito. Era no carnaval, pré-carnaval, pós-carnaval, carnaval fora de época, semana santa, festas juninas, julinas, agostinas, ano novo, até nos aniversários dele e dos amigos.


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    Os apertos desta vida

    Por Declev Dib-Ferreira em 16/10/2007

    Depois que passa nós rimos. Na hora é que é a coisa. Provavelmente são as histórias de vexame e aperto (aperto empregado aqui em termos gerais) mais engraçadas de se ouvir, mas as mais desagradáveis de se passar. Eu já passei por isso, quer dizer, já fui várias vezes até o aperto, mas nunca cheguei às conseqüências do vexame.

    Para quem nunca passou por isso, vou tentar colocar em palavras que sensação é essa que quem já sentiu, garante que é uma das mais desagradáveis. Primeiro você sente aquela pontadinha no estômago e pensa “ah, não há de ser nada, só um punzinho, já vai passarâ€. (Ah, está rindo é?, pois saiba que é isso mesmo!). Aí você solta unszinhos bem devagar para não fazer barulho que você não é besta, sai do lugar disfarçadamente para o pessoal não desconfiar que foi você, faz cara de sonso e ainda abana o nariz fazendo cara feia para mostrar para todo mundo que você também não gostou de terem feito aquilo. “Como pode? É muita cara de pau!â€, ainda diz.


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    Mulher Nua

    Por Declev Dib-Ferreira em 16/10/2007

    - Você viu?!?
    - O quê?
    - Ali, naquela janela!
    - Qual?
    - Ali, aquela daquele prédio branco, a terceira da esquerda para a direita do 2o andar…
    - O que tem ela?
    - Apareceu uma mulher nua nela.
    - Não brinca!
    - É verdade!
    - E como você sabe que ela estava nua?
    - Eu vi, ué!
    - Poxa…

    E ficaram os dois olhando para a janela, na esperança de ver a mulher nua.
    Chega um terceiro.

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