Entrevista com o louco
Hãn? Meu nome? Não sei… não lembro mais…
Hãn? Minha casa? É… o hospÃcio não é tão ruim. Aqui me sinto protegido; é sossegado, tirando os berros casuais de alguns colegas.
Hãn? Sim, sim, sou bem tratado.
Hãn? Visitas? De vez em quando recebemos as visitas de algum anjo. No gramado há alguns unicórnios e duendes, mas não são todos que conseguem vê-los.
Hãn? Solidão? Não, não… eu tenho um bichinho de estimação, o Gotchgotch. Ele não é daqui, é de outro planeta; caiu aqui no terreno numa cápsula espacial.
Hãn? Ele come ramiscabrini com molho menesquênsis.
Hãn? Quando cheguei aqui? Há alguns milênios, acho…
Hãn? Porquê vim para cá? Não sei, acho que me achavam normal demais para ficar no mundo louco lá de fora.
Hãn? As últimas coisas de que me lembro antes de vir prá cá? Não me lembro de muitas coisas não… lembro de uma mulher… e lembro de que eu falei um dia: “nem que seja a última coisa que eu faça, eu ainda vou compreender essa mulher!”…
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2 Comentários to “Entrevista com o louco”
Por Karin Kolln em 06/11/2007 | Reply
Declev, você implica muito com as mulheres - já vi que a sua mulher não deve ser fácil, mas pelo menos você tenta… Se as pessoas se preocupassem em entender elas mesmas ao invés das outras, tudo seria mais fácil.
Beijo!
Por Declev em 07/11/2007 | Reply
É verdade, Karin, meus escritos podem dar esta impressão… mas estes são antigos! O que era, já passou. Tenho outros que são melhores para as mulheres. Besos.