Textos para mês 11/2007

Janelas

Por Declev Dib-Ferreira em 25/11/2007

Já viajei muito pelo meu país
Muitas paisagens admirei
Andei buscando o belo
Mas nem sempre encontrei;

Levo a máquina sempre à mão
Para registrar tudo em fotos
Mas as vezes não a uso
Pois nem sempre de tudo gosto;

As janelas dizem tudo
São quadros da nossa realidade
Elas nos mostram a vida em volta
Revelando-nos a verdade;

Já fiquei em cinco estrelas
E da janela rei me senti
Já fiquei em barraco no morro
E fiquei triste com o que vi;

Já fiquei em “apê” em frente ao mar
E da janela via os barcos a velejar
Já parei de carro perto de favela
E crianças pediam trocados pela janela;
No nordeste vi a seca
Muita gente a viajar
Pessoas comendo calango
E a terra a rachar;

Eu já fui ao Amazonas
Vi um rio que é um mar
Mas mesmo com tanto peixe
A miséria estava lá;

Pode dar alegrias e às vezes embaraço
Mas, igualdade? Quem já viu?
Nas viagens que eu faço
Das janelas vejo o Brasil.

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Dindin:

a) Veja e compare os preços, no BuscaPé, dos CDs com o tema Janelas.

b) Veja e compare os preços, no BuscaPé, dos livros com o tema janelas.

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Na mesma linha:

a) Janelas - Sylvia Cohin

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Textos Relacionados à "Janelas"

  • Leila




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    V / M

    Por Declev Dib-Ferreira em 25/11/2007

    Você
    Me chama
    Você
    Me clama
    Você
    Me cama
    Você
    Me ama

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    Dores

    Por Declev Dib-Ferreira em 25/11/2007

    Quando tu comigo brigas
    Que dor
    Meu coração abriga

    Quando tu de meu amor desconfias
    Que angústia
    Meu peito desfia
    Quando tu de mim se inseguras
    Que maldade…
    Me enche de agruras

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  • Felizes são os atores…




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    Alimento

    Por Declev Dib-Ferreira em 25/11/2007

    Tomo café da manhã
    De solidão
    Almoço nada
    Lancho angústia
    Janto uma saudade danada
    Vou dormir saciado de sofrimento
    E acordo para, mais um dia,
    Me alimentar de tormento

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  • Amor!




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    Receita de bomba

    Por Declev Dib-Ferreira em 22/11/2007

    Quarenta e sete alunos. Não sei se você tem idéia do que pode ser este número dentro de uma única sala de aula.Escola pública. Também não sei se você tem idéia do que pode acontecer se unirmos o item anterior a este.Falta de livros. Agora tente imaginar a junção deste novo probleminha àqueles de que já falamos.

    Falta de carteiras. Una mais este ingrediente à receita que estamos ditando.

    Escola sem segurança, onde pessoas pulam os muros para fazerem bagunça lá dentro. Adicione mais este fator e misture tudo.

    Professores mal remunerados. Este ingrediente é como a cebola, me faz chorar.

    Fica faltando o tempero, mas pode ser a gosto. Ponha tudo na panela do Município ou do Estado, como desejar, e misture com uma cara-de-pau, ôps!, desculpem, com uma colher-de-pau e deixe em fogo brando por anos e anos e anos. Vá mexendo devagar e veja o que acontece.

    O resultado esperado é sempre o mesmo; se você não conseguir, saindo algo diferente, faça de novo. Com essa receita esperamos obter desemprego, pessoas mal capacitadas para o trabalho, violência, corruptos no governo, povo elegendo corruptos no governo por anos a fio, ignorância, miséria e outras coisinhas mais.

    Não falha nunca.

    Nós já conseguimos… com a habilidade de um “chef” francês.

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    Porque os pobres são cada vez mais feios e os ricos cada vez mais bonitos

    Por Declev Dib-Ferreira em 18/11/2007

     Estudo da seleção sócio-natural na espécie humana 

    Feio e bonito, horroroso e lindo são conceitos relativos, isto é, não são absolutos (lógico). O que para mim é bonito, não será necessariamente para todas as outras pessoas. Alguém que eu ache feio você mesmo poderá achar bonito, lindo, sei lá; afinal “a beleza está nos olhos de quem vê” e “quem ama o feio bonito lhe parece”. Nós, seres humanos, utilizamos também outros critérios para caracterizar nossos semelhantes, como a inteligência, o charme, a elegância, a simpatia, o nível social, entre outros. Nós damos maior ou menor valor a essas características, de acordo com nossos próprios valores, sendo essas virtudes pessoais realmente importantes.


    (Continue lendo…)

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    Poesias diversas de Cássio Garcez - 02

    Por Declev Dib-Ferreira em 16/11/2007

    Meu camarada de lutas ecológicas Cássio Garcez enviou algumas poesias suas que têm como tema a natureza e a preservação ambiental.

    Inicio com ele a categoria “Contribuições de amigos”. São 5 poesias, que divido em dois posts.

    Divirtam-se.

     

    TIRIRICARTE

    Nosso Parque Estadual
    da Serra da Tiririca
    é lugar fenomenal.
    A razão logo se explica.

    Lá no Alto Mourão,
    também chamado Elefante,
    tem-se inigualável visão
    de paisagem deslumbrante.

    Mas não é só encantamento
    que oferece nossa serra.
    É qualidade cem por cento
    na vida do povo desta terra.

    É água na nascente e no poço,
    e ar puro a todo momento.
    É refresco pro velho e pro moço,
    e encosta sem desmoronamento.

    Traz passarinho pro quintal.
    Faz barreira contra o vento.
    É refúgio pro animal.
    Vale mais que no documento.

    Cantemos em verso e em prosa
    a importância desta serra.
    Salvemos nossa Tiririca generosa
    do malvado corte da motosserra!

    (E do caçador, do especulador imobiliário, do praticante de motocross, do político inescrupuloso, do “ecologista” oportunista, etc.)

     

    SALVEM AS ÁRVORES

    Bendita árvore da vida,
    seja de mato, de fruta, de flor.
    Passarinho em teus galhos tem guarida,
    sob tua sombra fugimos do calor.

    Tu nos proteges do vento e do sol,
    na terra fazes a água ir fundo.
    Seguras encosta e alimenta lençol,
    quanto bem fazes ao mundo!

    Dá pitanga, dá ingá, dá cajá,
    dá fruta pra tudo quanto é gosto.
    Também flor como do ipê e do manacá,
    refresca a brisa no teu rosto.

    Obrigado árvore bendita,
    pelo verde da paisagem.
    Tem gente que não acredita
    no poder de tua folhagem.

    Perdão para quem não te respeita,
    Aqueles que te ferem e te cortam.
    Lamentável compreensão estreita,
    conseqüências de que não se importam.

    Salvem as árvores, por favor!
    Exaltem seu imenso valor.
    Parem o machado, a motosserra, o trator.
    Tratem delas com mais amor!

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    Poesias diversas de Cássio Garcez - 01

    Por Declev Dib-Ferreira em 16/11/2007

    Meu camarada de lutas ecológicas Cássio Garcez enviou algumas poesias suas que têm como tema a natureza e a preservação ambiental.

    Inicio com ele a categoria “Contribuições de amigos”. São 5 poesias, que divido em dois posts.

    Divirtam-se.

    LEVA SEU LIXO EMBORA

    Lixo na mata,
    suja, polui e mata.

    Mata o animal
    que come e passa mal.

    Destrói a natureza,
    fonte de tanta beleza.

    Ei, irmão!
    Presta atenção:

    muda isso agora.
    Leva seu lixo embora!

     

    ENTERRE A OBRA

    Aprendi com o gato
    que fazer cocô no mato
    exige muito tato.

    Cavo um buraco certo,
    sem água por perto.
    Lá miro e acerto.

    No final, enterro a obra
    (cuidado com a cobra).
    Pronto. Fim da manobra.

     

    PRESERVAÇÃO COM ARTE

    No ambiente natural,
    existe planta, bicho e mineral.
    Lugar assim, poucos têm restado igual.

    Fugindo da destruição,
    ali existe proteção.
    Ainda assim, é preciso sua participação.

    Use a trilha certa.
    Evite a descida reta.
    Atalho é ferida aberta.

    Deixe a planta no chão.
    Leve o lixo pro latão.
    Taí a boa educação.

    Caminhe com pouca gente,
    pois protege muda e semente.
    Impacto, assim, pouco se sente.

    Fale com calma
    para não espantar a fauna.
    Isto faz bem à alma!

    Não faça fogueira.
    Guarde guimba, bagana ou outra besteira.
    Incêndio não é brincadeira.

    Caçar é covardia:
    mata a mãe e a cria;
    some com o bicho que já pouco se via.

    Denuncie o que é errado.
    Sensibilize o mal informado.
    Peça ao turista: seja educado.

    Vamos lá: faça a sua parte!

    É sua responsabilidade, não descarte!
    Preserve a natureza com arte!

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    Quebra-cabeças

    Por Declev Dib-Ferreira em 10/11/2007

    Juntei os caquinhos todos e tentei colar
    Mas não havia cola
    Ainda não há cola

    Tentei encaixar algumas peças
    Têm várias faltando
    Também!, há peças para tudo quanto é lado!

    Fui procurar de novo
    Vi alguns pedaços nas mãos de algumas pessoas
    Vi outras colocando nos bolsos
    Algumas pisavam sem se dar conta
    E muitas vezes percebi pisadas propositais,
              que quebravam os cacos em centenas de outros pedaços.

    Bem mais difícil de colar.

    Saí catando os pedaços com todo mundo e
    Utilizando um pincel, varri o que estava no chão com cuidado,
    Para cima de uma folha de papel
    (Que depois percebi que ficou marcada)

    Coloquei tudo num envelope
    (Que utilizaria depois para mandar algo a alguém)
    E comecei o trabalho de reconstituição.
    Até que ficou legal.

    Está meio frágil porque a cola que encontrei - o tempo –
    Demora um pouco para secar

    Achei tudo, quer dizer
    Quase tudo.
    Coloquei os braços, pernas, narigão, orelhinha,
              quase todos os dentes (porque me falta um mesmo) e tudo o mais.

    Só ficou faltando uma coisa no meu peito…
    Tá tão vazio aqui…
    Acho que esqueci algo em algum lugar…

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    Ano Novo

    Por Declev Dib-Ferreira em 10/11/2007

    Será só ilusão ou
    Há mesmo a renovação?

    Quando o ano se acaba
    As pessoas enterram seus problemas:
    “Agora tudo vai ser diferente,
    Este ano vou mudar minha vida”

    O tempo passa; e não pára!
    A vida é a mesma
    A hora de mudar é agora!

    Não precisa esperar um ano novo
    Comece já!
    “Ano que vem serei diferente”
    Comece já!

    Não interessa o ano o mês o dia
    A vida é a mesma

    O tempo está passando
    A terra está girando
    Os anos estão indo e vindo
    Mas a vida é a mesma

    Não é uma virada de ano
    Que vai mudar sua vida
    Mas uma mudança de atitude!

    Seja mais bondoso
             mais honesto                                                      
                      amigo
                     caridoso

    Seja mais humano…

    Mas comece já!                                                     
    Não espere o fim do ano.

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