Criação poética do universo
No inÃcio não havia nada.
E nada havia de haver
Não tivesse Deus uma idéia fixa na cabeça.
Primeiro chutou o chão do universo que nada tinha
Levantando a poeira cósmica,
Fez bolinhas de areia com as mãos
Formando os milhares de milhões de mundos…
Alguns mundos ele deixou apagados
Outros ele pôs fogo
Após criar o fogo, claro
Outros, como bolinhas de gude,
Fez vagar pelo imenso universo…
Em um desses mundinhos apagados
Ele criou muitas das coisas que agora conhecemos
Ele chorou para fazer as águas
Ele cobriu com lençol para fazer a noite
Ele furou o lençol para fazer as estrelas aparecerem
Colou uma lua linda nesse lençol
Sempre sem tirar da cabeça
A sua idéia fixa.
A lua inspirou Deus…
Sua idéia era fazer algo perfeito e complexo…
E ele foi tentando:
Fez as plantas:
Musgos, algas, samambaias, rosas (o que o fez ficar mais inspirado), árvores…
Mas não ficou satisfeito;
Fez então os animais:
Vermes, siris, peixes, jacarés, golfinhos, macacos…
Chegou quase,
Mas não ficou satisfeito;
Fez o homem,
Achou que tinha conseguido!
Foi descansar
Mas foi só Deus virar as costas
Para o homem o decepcionar.
Também,
O homem era (e ainda é) tão… bruto, peludo, feio, carrancudo… tão parecido com o animal
Passou-se muito tempo
E Deus fazendo e refazendo suas fórmulas,
Até que
Criou a mulher.
E sem saber, aà sim,
Ele criou um verdadeiro universo.
Um Comentário to “Criação poética do universo”
Por MÔNICA OLIVEIRA em 24/10/2007 | Reply
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